O Governo de Santa Catarina confirmou a adesão ao Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que reúne os três Poderes da República no fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate à violência contra as mulheres. A confirmação ocorreu após agenda institucional no Ministério das Mulheres, em Brasília, com participação de representantes do Executivo catarinense.
A adesão ao pacto representa um compromisso formal do Estado com a ampliação de ações integradas, que envolvem desde políticas de prevenção e conscientização até o fortalecimento das redes de proteção, acolhimento e responsabilização dos agressores.
Integração entre os três Poderes
O pacto nacional busca articular União, estados e municípios, promovendo integração entre Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e forças de segurança, ampliação da rede de atendimento às vítimas, capacitação de profissionais que atuam na linha de frente, campanhas educativas permanentes e monitoramento de dados e indicadores de violência.
A proposta parte do entendimento de que o enfrentamento ao feminicídio exige atuação coordenada, com respostas rápidas, eficazes e estruturadas.
Campanhas de conscientização em Santa Catarina
Além da adesão ao pacto, o Governo de Santa Catarina vem intensificando ações próprias de mobilização social. Desde o ano passado, campanhas institucionais têm sido promovidas com foco na prevenção da violência de gênero e no estímulo à denúncia.
Uma das iniciativas mais recentes contou com a participação do campeão do UFC Fabrício Werdum. A campanha teve como público-alvo os homens e buscou reforçar a importância do engajamento masculino na prevenção da violência.
A estratégia incentiva amigos, familiares e conhecidos a identificar sinais de comportamento agressivo, orientar sobre atitudes inadequadas, intervir de forma responsável e coibir situações antes que evoluam para agressões.
A abordagem reconhece que o combate ao feminicídio não depende apenas de repressão e punição, mas também de transformação cultural e mudança de comportamento.
Transformação cultural como eixo central
Especialistas apontam que a violência contra a mulher está ligada a padrões históricos de desigualdade e comportamentos naturalizados. Por isso, políticas públicas precisam ir além da resposta criminal, promovendo educação, informação e conscientização contínua.
O envolvimento direto da sociedade, especialmente dos homens, é visto como elemento fundamental para reduzir os índices de violência e prevenir crimes antes que aconteçam.
Canais de denúncia
Em casos de emergência, a orientação é acionar imediatamente
190 Polícia Militar
181 Disque Denúncia
A denúncia pode ser feita de forma anônima, e a rapidez na comunicação pode ser determinante para evitar situações mais graves.
O enfrentamento ao feminicídio exige união entre poder público e sociedade. A adesão ao pacto nacional e o fortalecimento das campanhas estaduais reforçam o compromisso de Santa Catarina em ampliar a prevenção, proteger vítimas e promover uma cultura de respeito e igualdade.
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